Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Um minuto de atencao

primeiramente, peco desculpas aos queridos leitores pela falta de acentuacao. Desculpas pedidas.
Apos muito tempo sem postagem alguma de vida, vim dar alguma satisfacao as baratas que frequentam o blog.

Ando desapontada com a vida e comigo mesma. Resolvi, nao por livre e espontanea vontade, me afastar desse universo cibernetico. Comecou com o cancelamento do meu perfil no orkut logo apos o carnaval. Acho que essa coisa de vidas alheias me encheu um pouco o saco e eu resolvi cuidar apenas da minha. Logo depois, por um acaso carmico, o meu chip de celular foi gentilmente cancelado pelo meu irmao, e eu, em um momento de puro estress, cancelei a assinatura da NET. O que me causou duas semanas de dificil comunicacao e dor de cabeca a minha colega de apartamento. Entao resolvi comprar um numero novo de celular para facilitar a vida dela, e a minha tambem, o resto ficou por isso.

Essa confusao toda me fez pensar bastante, o que me deixou um pouco mais deprimida e com mais alergia (AH! Meu querido organismo desenvolveu uma urticaria cronica durante as ferias, que acredito ser em boa parte emocional). Percebi o quao somos dependentes desses novos atalhos da comunicacao, e o quao impessoal tudo isso se tornou. Hoje e muito facil marcar um encontro de sexta-feira a noite, basta encaminhar uma sms a todos os contatos com transa em potencial e aguardar uma resposta. Custa apenas trinta centavos! Uma solucao rapida, facil e sem vergonha.

Outro fator importante para o meu desanimo e o TCC. Ainda nao encontrei uma solucao de projeto que me satisfaca e que satisfaca a minha professora orientadora. A ideia de que tudo isso e apenas futilidade tem bloqueado a minha criatividade e me dado fome.

Estou chateada.
Sem mais delongas, resolvi encerrar essa fase do blog e cuidar da vida, da alergia, do TCC e do olecrano.
Obrigada a todos que leram e perderam seus minutos, independente de terem gostado ou nao das bobagens que aqui leram. Obrigada.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Ela liga.
Ele não liga.
Ninguém liga.
E o dia termina.
E ela ficou sozinha, achando que dessa vez, quem sabe, seria diferente. Mas não. É sempre a mesma coisa. Uma long neck verde como companhia ao som da televisão esquecida ligada. "Algumas pessoas são decepcionantes por querer mesmo." Não há nada que você possa fazer.

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

a farsa dos álbuns cult

Acabo de assistir finalmente o tão promovido filme Clube da Luta (Fight Club, 1999). Pensei "é, realmente é um bom filme". E então me lembrei das imagens de promoção nos álbuns cult pelo orkut.
Fotos dos decotes de seis mil reais e beijinho no espelho é coisa de 2005. A modinha agora é ser erudito. Se bem que é uma idéia muito mais plausível conquistar alguém pela inteligência do que pela suposta beleza. Mas isso não vem ao caso. O que estou tentando questionar, é essa nova modinha de ser cult, indie.
Na locação de dois filmes de categoria cult na Video1, você leva uma locação grátis de qualquer filme catálogo. E então percebi a quantidade absurda de pessoas pseudo-inteligentes a minha volta. Pessoas que de repente, resolveram usar xadrezes em padronagens escala de cinza, a assistir Almodovar e ler Dostoiévski. Pessoas que até o semestre passado usavam cabelos loiros oxigenados, roupas cor-de-algodão-doce e iam no final de semana ao show do Black Eyed Peas achando irado; e agora, surgiram com camisetinha do AC/DC e com frases do tipo "eu tenho cara de quem gosta de cor-de-rosa?"

Tudo bem que uma nova geração pseudo-inteligente é muito mais tolerável do que a emocional, composta por pessoas com tendências suicidas, bulimicas e entojantes. Aliás, para onde foram os emos? Teriam sidos exterminados pelos skinhead? Ou eles resolveram sair das ruas e dominar a MTV?

"É tudo cult! Tudo socialista!"

É mermão. Isso é a tal da Mídia. Aquela maldita que vem e lava os pobres cérebros alheios, a fim de manipular a nova juventude. Vem a tal dizendo que Mallu Magalhães é um fenômeno.. [pfff!] Pobrezinha, é capaz dela acabar acreditando mesmo que é o Ronaldinho.

Confesso que eu já entrei nessas modinhas momentâneas. De me apaixonar por garotinhos alternativos (tá, eu ainda os acho um charme!) , ouvir bandinhas da MTV, e usar roupas e acessórios da moda. E o problema dessas modas momentâneas, é que elas são momentâneas, e não resta muita coisa depois disso.

" ano de 2030
- cara, olha essas roupas que eu usava!
- e eu, que fui emo!"

Não consigo mais promover-me com fotos "modelo", nem sou inteligente o suficiente para encontrar as piadas de Tati Jacques. Aí eu resolvi tacar o foda-se nisso tudo e ser feliz assim mesmo (e postar logo).

(confesso, vai! eu só escrevu um blog para me faser de expertinha e conquixtar coracaozinhus avulsos.. vai que cola?)

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

toalha verde

Só o que eu me lembro era da toalha verde.
Nunca me esquecerei dessa imagem. Daquele objeto envolvente.
A toalha verde foi a última coisa que vi naquele ano.
Não era uma toalha verde qualquer. A verdadeira toalha verde estava sempre presente, testemunhando as risadas durante a madrugada, e não somente risadas.
Só a verdadeira toalha verde sabia o quão carente eram os corpos os quais enxugava.
Toalha verde, toalha verde, toalha verde.. não consegui mais me desfazer dessa lembrança. Está comigo ao acordar, ao me deitar, e até mesmo enquanto não faço coisa alguma. Me pergunto aonde estaria agora, se pendurada na janela, ou jogada no cesto de roupas sujas.
A toalha verde fora a lembrança mais doce que poderia ter daquele fim de ano. Talvez não me fosse o suficiente, mas por hora, já me bastava para provocar um meio sorriso.

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

o primeiro post do ano

Não gozo de muita criatividade nesta madrugada para a primeira postagem que faço no ano, e nem tem se passado muito assunto interessante pela minha mente.
Pensei em dedicar esta a uma pessoa um tanto quanto especial, mas ela não é lá tão especial que mereça uma postagem só para ela. Apenas acho válido comentar que gosto dessa pessoa.
Aconteceu há algumas semanas atrás. Acho que me apaixonei, e de verdade verdadeira. Mas não foi o suficiente para me contentar. Acho que até me tornei uma pessoa mais infeliz, vulnerável talvez. Fico bolando estratégias para me livrar dessa paixão.
Pensei que as coisas se tornariam mais fáceis com o tempo. Pensei que bastava me apaixonar, que já estaria feliz.
E a medida que o tempo passa, as coisas se tornam mais difíceis. A saudade daquele corpo que confortava o meu sono tem se tornado cada vez maior, assim como a incerteza do que fazer quando terminar a faculdade. Em um ano e meio, acredito que, terei dois diplomas em mãos, uma Bacia, alguns textos-meia-boca publicado em meu blog, alguma ilustração vendida, e..? O que mais? O que mais posso aspirar nessa vida? Oba-oba a três?
Estava conversando com a minha mãe hoje. Ela perguntou o que eu faria da vida. Eu disse que me casaria com um homem rico e pronto. Ela deu risada. Depois da janta perguntou o quanto eu achava que uma pessoa rica deveria ter. Sem pensar muito, respondi que uma pessoa que trabalhasse porque gostava e não porque precisava, deveria ser rica. Ela riu denovo.
rico
adj., que possui muitos bens; abundante; opulento; magnífico; fértil; fecundo; esplêndido; precioso;
fig., belo; feliz.
Eu disse que quando eu terminasse a faculdade queria só viajar. Ela perguntou como eu faria isso. Respondi que colocaria minhas coisas no carro e viajaria. Então ela perguntou com que dinheiro, o que comeria. Me senti como o pequeno príncipe no momento. "As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora explicando". Eu poderia viver de amor, porque não? Me alimentaria de minha paixão, da qual talvez eu não quisesse fugir.
Aprendi que devemos ter ambições, objetivos.
Às vezes me sinto um pouco infeliz por não corresponder as expectativas de meus pais, por não possuir um plano infalível para meu brilhante futuro, por não ter paixões duradouras, por não querer fazer um curso de férias na Itália.
Sempre fiz as coisas sem me questionar muito, pensei uma vez durante uma crise existencial de outrem.
Vi alguns saltimbancos em uma praça ainda hoje. Fiquei admirando-os durante algum tempo. "Eu poderia ser feliz dessa forma", pensei. Poderia viajar com o circo, espalhar alegria. Poderia. Talvez eu possa me apaixonar por um palhaço rico, viver de amor.
"-Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry)

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

as meias


Eu pensava que a explicação para o sumiço dos meus pares de meia fosse o meu irmão, que sempre as roubava por não possuir as próprias. E eu sempre fui deixando, e deixando, e comprando novos pares para repor os que perdi. Até pensei na possibilidade de comprar meias coloridas para evitar o furto.. mas a idéia de deixar uma faixa multi-colorida aparecendo ao me sentar me parecia tão high school musical, que preferi comprar os pares brancos e deixar meu irmão roubá-los.
Após muitos pares de meias roubados, passei a morar sozinha e pensei que desse mal pelo menos não sofreria mais.
E então percebi que o problema não era perder os pares.
O problema em questão seria algo muito maior do que simplesmente perder os pares. A questão que acredito importurnar várias mentes possuidoras de pares de meia é tentar descobrir o porque elas se desemparelham tão facilmente.
Percebi com o tempo que apenas uma delas voltava da lavanderia e esse episódio acontecia com uma certa frequência. Poderiam elas entrar em conflito uma com a outra e resolver desaparecer, ou fazer a sua parceira desaparecer, obrigando o dono a juntá-la com uma outra amiga desemparelhada? Ou quem sabe teriam sido engolidas pelo monstro lavador de roupas?

Não sei.
Já achava difícil entender os pobres seres mortais e as questões relacionadas ao olécrano. O desentendimento das meias então..

vai dar certo (?)

Enquanto eu e a Bacia nos dirigiamos a minha casa após uma badalada noite curitibana de terça-feira, a minha mente começou a arquitetar as tão esperadas férias de verão. A imagem que me veio foi de um ensolarado dia na praia, seguido da catástrofe que se passa em Santa Catarina.
Mas vai dar tudo certo, pensei. Pelo menos prefiro acreditar que vai. O presidente sobrevoou o estado para confirmar a situação, "doações de todo o país chegaram as vítimas da enchente". Acredito que diante dos fatos, a dona "mãe natureza" resolva deixar os catarinenses em paz.
Poderia acontecer como aquele filme americano de 2004, O dia depois de amanhã, em que "o mundo acaba" em algumas semanas, devido os efeitos do aquecimento global, e milagrosamente, quando o tal professorzinho encontra o filho e a amada, as coisas voltam ao normal.
Engraçado como as coisas sempre acabam bem na ficção. É a tal da magia da Disney. O beijo entre o nerd e a mocinha tem o poder de salvar o mundo, as lágrimas da fênix trazem a vida, os vilões se arrependem.
Mas no mundo dos mortais que sofrem com a crise econômica mundial, a patricinha mimada não deixa o orgulho de lado, o garoto-bom-de-cama não convida a mocinha-solitária-e-carente para o filme da Nicole Kidman, e a dona natureza continua agitando a vida de pobres famílias.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eu tenho uma visão otimista. Eu tenho esperanças de que venha a bonança e que a minha pessoa, não somente, possa desfrutar de mais um carnaval(lê-se: oktoberfest) nas maravilhosas terras catarinenses. Tenho esperança de que um dia, meu príncipe encantado, de barba-e-bigode, allstar, bicicleta e incrivelmente gostoso, apareça na porta do meu apartamento; de que eu me forme em um ano em meio e viaje pelo mundo; e principalmente, tenho esperança de que eu esteja mesmo atirando para o lado certo.

A vida poderia ser um musical da Broadway, "olhe, um novo dia já começou".
E eu questiono todos os dias a pobre Bacia: vai dar tudo certo, né?